Espaços Influenciando nosso cotidiano
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Porque é importante uma arquitetura de limites?
O autor do texto Bernard Tschumi faz uma reflexão sobre o papel do arquiteto na sociedade, o tempo todo ele questiona se estes profissionais estão corretos no seu medo de agir. O texto trás questões como a critica ao formalismo, ou seja, o profissional que deveria pensar os espaços está preso a um conhecimento a " uma arquitetura que é mero conhecimento da forma", estamos presos a pré-conceitos que muitas vezes já estão prontos a muito tempo, e isso é uma grande fronteira do campo arquitetônico. Destartes, o assunto alvo do texto é a palavras limite "os limites são áreas estratégicas da arquitetura", os limites são muito importantes anular estes com certeza é desprezar o caráter, ou questionar a transformação social que possui, alem disso é um forte argumento para a mudança que representa. A alguns anos, a arquitetura começa a ser questionada os profissionais do ramo começam a perceber que a função domina a forma, a estética não é mais a principal preocupação dos Arquitetos. No século XIX com certeza a maior preocupação destes profissionais é a reaproximação da sociedade, olhar em volta e perceber o que realmente as pessoas necessitam e projetar pensando que o mundo está mudando o modo de vida da população mundial está totalmente diferente, e com tudo isso temos que tentar entender estas mudanças, questiona-las e projetar para as pessoas.
Forma e influência
Introdução
“A forma segue a função”. O principio da corrente funcionalista do século passado ainda é um dos grandes desafios na produção arquitetônica atual. “A definição de forma é simplesmente forma ou configuração” (Form and Function Today - Mary McLeod ). Desta forma, no âmbito da arquitetura, entende-se forma como a morfologia do edifício, sua organização, a relação entre cheiros e vazios, ritmo, materiais, texturas, enfim, tudo o que configura o espaço.
Ocorre que muitas vezes a forma precede e prevalece à função, deixando o potencial da arquitetura - sua função estética, social e política - em segundo plano.
A banalização da forma resultado da cultura capitalista vem desvinculando estes dois termos, que parecem estar cada vez mais distantes. Se a forma não atende ao propósito de uso, de que vale tal forma? Destarte, o objeto perde toda sua riqueza estética, quando na sua conotação de experiência visual e corpórea.
Forma e Influência
Nas artes autônomas como música, escultura e pintura, forma e função (com proposta social, política ou cultural) nunca estiveram separadas, diferentemente da arquitetura, que teve sua produção comprometida devido a este afastamento.
De acordo com Odile Decq “(...) arquitetura é sempre contextual e contingente, e a forma nunca vem primeiro. Não estou interessado em fazer formas, apesar de um projeto sempre ter forma. Ao mesmo tempo, forma na arquitetura não é apenas a influência externa. É uma relação mais complexa.” A complexidade a que a autora se refere está diretamente relacionada com o sublime, ou seja, o que se espera no ato projetual, do intimo e consciente do arquiteto, bem como as experiências vivenciadas.
Com os avanços tecnológicos a concepção da forma por vezes é banalizada. As diversas ferramentas e softwares abrem uma gama de possibilidades criativas, que por vezes nos condicionam de acordo com suas limitações. É claro que as novas tecnologias possibilitaram a construção de edificações mais complexas, bem como o Guggenheim de Bilbao, do arquiteto Frank Gehry, cuja forma só foi possível graças à estes programas de representação e experimentação. Por vezes, quando o arquiteto tem o computador como sua ferramenta principal e primeira de projeto ocorre um distanciamento do usuário uma vez que o computador elimina o contexto em que o projeto está inserido.
Guggeheein de Bilbao (coolwallpapers.blogstpot.com)
No caso do museu de Guggenheim de Bibao ,que possui curvas esculturais, com aparência de inacabado mas extremamente harmônico , apresenta as formas desadaptadas do contexto que ele exerce. A inovação do edifício se limita a parte externa, uma vez que seu interior apresenta as funções básicas de um museu convencional. O contrario acontece no museu Guggenheim de Nova Iorque, de Frank Lloyd Wright, que remete, em sua forma espiral, à própria história da arte.
Guggeheein de Nova Iorque (assimeugosto.com)
Guggeheein de Nova Iorque (villalobosbrothers.com)
No entanto, mesmo o mais mundano e utilitário edifício tem forma, uma vez que matéria sem forma não existe. A partir da movimentação de formas primárias, simples, da geometria espacial, é possível se chegar a conformações complexas e inovadoras. Exemplo disso é o Peter Eisenman, arquiteto que mesmo antes da inovação do computador, experimentou e manipulou essas formas, com conceitos bem fundamentados. Um exemplo é o projeto da casa Guardiola, onde essa manipulação do cubo é materializada.
Função é determinada, mas não fixa, prescrita. Ela é “expansiva e transformadora” (Mary McLeod – Form and Function Today), passível de interpretações e intervenções. E é nessa relação simbiótica entre forma e função que reside o potencial estético, social e crítico da arquitetura.
Zaha Hadid e a forma
A arquiteta iraquiana radicada em Londres é conhecida pelos seus projetos ousados, onde explora a fragmentação, as formas curvilíneas alongadas, fluidas e complexas. Não é por acaso que seus projetos são conhecidos internacionalmente pela originalidade e conceito.
O mais notável nos trabalhos da arquiteta é o fato de que forma nunca vem sozinha, apenas sua função plástica. Um exemplo é o Guangzhou Opera House, localizada na cidade de Guangzhou, na China. Externamente as fachadas são formadas por panos triangulares de vidro e granito cinza-escuro apicoado, o que já deixa o edifício, a priori, bem interessante. Mas a grande surpresa está nas duas construções que abrigam um auditório cada um e um teatro com 1800 lugares. Aí, as formas orgânicas tão usadas pela arquiteta, milimetricamente estudadas, têm a função de afinar os parâmetros acústicos como reverberação, clareza e volume. Além disso, as paredes douradas com a constelação de leds fazem com que o ambiente desperte sensações únicas.
Guangzhou Opera House (wordlesstech.com)
Guangzhou Opera House (itsliquid.com)
Mas experiências de formas não se detêm somente aos edifícios. A Zaha Hadid é uma conceituada design e aplica suas experiências em móveis e objetos. Um exemplo é sua cadeira Z. Mais sensato seria chamá-la de escultura. O aço inoxidável moldado em curvas sinuosas (já falamos aqui que é uma das marcas da arquiteta) cria um ritmo, de cheios e vazios, dando leveza e transparência à cadeira, o que parece fazê-la flutuar. No design clássico toda cadeira é uma cadeira, mas esta não! O que está em jogo é o discurso da forma, a experimentação, e salvo a ergonomia (a maior função de uma cadeira), ela se revela bela, elegante e única.
Cadeira Z (saberdesign.com)
O “forte” da artista também está presente no design dos calçados que criou para as marcas Lacoste e Melissa. No primeiro, a peculiaridade do modelo está no formato ergonômico feito de malha metálica, que expressa a “marca do crocodilo”. Com o movimento essa malha se expande e se contrai adaptando-se ao corpo e formando um efeito de paisagem que vai se modificando. Na marca brasileira Melissa a idéia de movimento inspirou a fluidez do design. Sem fechamentos ou costuras a sandália se adequa perfeitamente ao corpo, numa relação simbiótica.
Lacoste (makebafonica.blogspot.com)
Melissa (black-renaissance.blogspot.com)
Conclusão
Forma e função não devem estar desatreladas, seja qual for o meio de concepção da forma (intuitiva, manipulação, experimentação). Arquitetura é contextual e contingente, a forma nunca deve vir primeiro, como observamos nos trabalhos dos arquitetos citados no decorrer do trabalho. Em seus projetos forma e função se completam, na falta desses elementos, o outra tem seu valor diminuído, esvaziando-se de sentido.
Bibliografia
Livro “The state of architecture at the beginning of the 21st century”, capítulo “Form + Influence”.
http://www.novonucleo.com.br/blog/index.php?i=2&cod=119
http://dailymodalisboa.blogspot.com/2009/06/lacoste-e-zaha-hadid-lancam-coleccao-de.html
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Arquitetura e Política
O mundo passou por várias transformações políticas e a Arquitetura querendo ou não segue a lógica destes pensamentos. Na idade média, por exemplo, onde e monarquia reinava a arquitetura seguia as tendências da época, naquela época as edificações eram de acordo com os mandos da igreja e das circunstâncias da época. Assim, naquela época aconteciam muitas guerras e Os castelos eram grandes edificações bastante comuns na Idade Média além de grandes fortalezas ajudavam a proteger reis e senhores feudais, suas famílias e bens, das ameaças militares. Por outro lado, os castelos também eram estratégicos na conquista de um novo território. Até o século XI, tais edificações eram feitas com a madeira retirada das árvores. Posteriormente passou-se a utilizar blocos de pedra, o que tornou as construções muito mais resistentes. Eram construções sinuosas, com um pé direito alto, apesar de contar com pouca iluminação, devido a essa falta de luz eram ambientes sombrios, e a Igreja se aproveitava dessa situação para converter os camponeses e pessoas das classes baixas.
O mundo foi passando por transformações a pessoas começaram a questionar a igreja e começam a surgir pensadores, com isso vem o movimento renascentista uma revolução no pensamento e na arquitetura. Muitas mudanças aconteceram neste período, ocorreu uma ruptura na História da Arquitetura em diversas esferas: nos meios de produção da arquitetura; na linguagem arquitetônica adotada e na sua teorização. Esta ruptura, que se manifesta a partir do Renascimento, caracteriza-se por uma nova atitude dos arquitetos em relação à sua arte, passando a assumirem-se cada vez mais como profissionais independentes, portadores de um estilo pessoal. Alguns arquitetos se destacaram nesta época como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, eles se inspiram na interpretação da Antiguidade Clássica( Grécia e Roma) e em sua vertente arquitetônica,sempre tentam pensar em ambientes baseados na forma pura. É também um momento em que as artes manifestam um projeto de síntese e interdisciplinaridade bastante impactante, em que as Belas Artes não são consideradas como elementos independentes, subordinando-se à arquitetura.
Se pararmos para pensar na evolução arquitetônica baseada na política ia ficar o dia todo citando esses acontecimentos, mas prefiro enfatizar questões que para mim são muito importantes, como por exemplo a ditadura militar e a Guerra fria. No entanto nesta analise vou citar um único país que teve uma historia relevante e foi o que mais sofreu com essa repressão e depois com a Guerra Fria. A Alemanha é um país que sofreu grande influencia, onde foi criada a Bauhaus com o seguinte pensamento: "A arquitetura é a meta de toda a atividade criadora. Completá-la e embelezá-la foi, antigamente, a principal tarefa das artes plásticas... Não há diferença fundamental entre o artesão e o artista... Mas todo artista deve necessariamente possuir competência técnica. Aí reside sua verdadeira fonte de inspiração criadora. Formaremos uma escola sem separação de gêneros que criam barreiras entre o artesão e o artista. Conceberemos uma arquitetura nova, a arquitetura do futuro, em que a pintura, a escultura e a arquitetura formarão um só conjunto." Em 1932, com a chegada dos nazistas ao poder em Dessau, a Bauhaus se transferiu para Berlim, onde continuou a funcionar até seu fechamento definitivo em 1933. As possibilidades da vanguarda alemã, com isso, se fecharam também, mas o ensino inovador da Bauhaus já havia se difundido a essa altura nos principais centros de arte. Tal difusão tornou-se ainda maior quando os grandes mestres da escola, devido às perseguições nazistas, passaram a emigrar, principalmente para os Estados Unidos e a Inglaterra. A ditadura conseguiu reprimir os arquitetos Alemãs que saíram do país e foram difundir suas idéias em outros países. No entanto, com a Guerra fria o país ficou devido em duas a Alemanha Ocidental e Oriental, com isso uma era capitalista e a outra socialista. Contudo com esta divisão um lado se desenvolve mais que outro se tornando melhor e mais evoluído não só tecnologicamente, mas também na arquitetura.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
O mundo em Circulos
Muitas coisas na natureza trabalham em ciclos como por exemplo temos o ciclo da chuva, isso é representado pelos círculos presentes no vídeo. Por outro lado o ser humano está em frequente mudança, e estamos cada vez mais diferentes uns dos outros, muitas vezes temos que voltar no passado para achar respostas de coisas que serviram para o futuro. Na arquitetura relevância exemplo, estudamos a sua historia, os arquitetos que foram importantes e projetos que tiveram muita importância para o meio ao qual estamos inseridos, é através desta volta dessas referencias que criamos ou modificamos nossos projetos e ideias e quem sabe ajudando muito no futuro.
domingo, 30 de outubro de 2011
Já olhou a sua volta hoje?
Muitas você acorda toma seu café, lê sua revista e nem se dá conta dos tempos que estamos vivendo. A tecnologia está cada vez mais acessível as pessoas, e com isso as fronteiras diminuem cada vez mais, não em termos de distancia propriamente dito, mas em questões informativas. Atualmente em segundos ficamos sabendo de noticias que acontecem no mundo todo. Ou seja os limites estão diminuindo cada vez mais, nos seres humanos nos adaptamos com muita facilidade com a tecnologia que ajuda a diminuir essas fronteiras, a muitos poucos anos não existia a internet onde conseguimos encontrar coisas fantásticas, será que conseguimos viver sem ela? Não, porque esse método de acesso a vários meios de comunicação inovo desde o modo de vida das pessoas até as formas de representação.
Não precisamos mais sair de casa para ter acesso a informações de extrema importância no nosso dia-dia.
O Artigo acima tomou como referencia os textos: De interfaces tecnológicas e rascunhos de experiencias, de Rita Velloso, e Cidades Fantasmes, de Fernando de Freitas Fuão
Não precisamos mais sair de casa para ter acesso a informações de extrema importância no nosso dia-dia.
O Artigo acima tomou como referencia os textos: De interfaces tecnológicas e rascunhos de experiencias, de Rita Velloso, e Cidades Fantasmes, de Fernando de Freitas Fuão
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